A ilha não se curva…

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A Ilha não se curva

Falar de futebol em época de copa do mundo é exercitar a paciência e estar disposto a ouvir especialistas do último segundo fazendo previsões até a próxima copa… torcer para a seleção brasileira também não deve ser diferente: a parte boa é que essa coluna não necessita a se envolver com tais assuntos.

Sim, pois aqui se fala dos Gremistas em Floripa, que acreditem: receberam o seu time aqui nos últimos dias… posso jurar, tenho fontes seguras! Mas falando sério é preciso dar destaque a alguns pontos importantes desta passagem estranha do imortal pela Ilha da Magia.

Ponto forte: a 1ª Convenção Consular de Santa Catarina, tão bem organizada pelo entusiasmado general Paulo Sponchiado, que após nos propiciar ouvir, falar, questionar, concordar e discordar com Preis, Caco e com o “querííído” Meira, encerrou o evento falando algo que precisa ser escrito em cartolina e colado ao lado da cama de cada Gremista, sobretudo os aqui residentes: “Para fazer algo pelo Grêmio, não precisa ser cônsul, não precisa ter cargo…” enfim, sintetizou a máxima de que, todo mundo pode fazer! (e se considerando a importância da causa, todo mundo deve fazer)… e mostrou da maneira mais convincente possível: fazendo!



Ver outros copeiros cantando entusiasmadamente na cancha também deve ser citado como ponto forte, valeria mais destaque so fossem em número expressivo: não o foram! A cena que me vale de alento é que ví crianças cantando e apoiando.

Chegamos portanto ao ponto que não queríamos…

Ponto fraco: um torneio caseiro e mal vendido (e olha que o canal de divulgação era o mais eficaz disponível), e uma participação irrelevante daqueles que vestem o manto sagrado. Se eu estivesse tomando uma ceva lá no preliminar agora, não teria a preocupação com publicar o “politicamente correto”, e provavelmente após a terceira Polar, já estaria dizendo que até um grupo escolar que organiza uma gincana conseguiria separar as torcidas num estádio vazio e não dar chance pra alguma porcaria acontecer: um clube de futebol da série “A” do Brasileirão (o que não é grande coisa considerando cada porcaria que já participou, mas ainda assim já citado como o “maior campeonato de futebol do planeta”) poderia ter alguma preocupação com quem tem que viajar para ir assistir ao brilhante torneio… viajar mesmo dentro da cidade: que viagem… com mais três Polares eu estaria falando como é impressionante um time perder tantas taças nos acréscimos, mas o time em questão time não merece a citação.

Se estamos um tanto desconfiados com o time, temos de reconhecer o importante momento pelo qual o clube está passando, e ser de Gremista de fé não será bater no peito daqui a algum tempo quando um dos Maiores Clubes do Mundo estará colhendo os frutos do trabalho atual, mas sim, começar a fazer o que for possível no agora, e tratar de ser um Gremista ao nível que o Grêmio merece, esteja você usando a camisa tricolor dentro do campo ou na arquibancada.

Paulo Smaniotto.
Seja sócio do Grêmio!

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